Ações do PESS unem Pará e Maranhão no enfrentamento à violência de crianças e adolescentes

Realizar o enfrentamento à violência de crianças e adolescentes, esse é um foco central nas ações do Programa de Educação Sexual e Promoção da Saúde- PESS, gerido pela MJM, que deu continuidade as suas ações. Nesse segundo módulo de minicursos, que aconteceu entre os dias 16 e 19 de fevereiro, nos municípios de Parauapebas, Marabá, São Pedro da Água Branca e  Vila Nova dos Martírios, nos estados do Pará e Maranhão, respectivamente, a temática trabalhada foi Direitos sexuais e prevenção à gravidez na adolescência.

Palestra sobre Direitos Sexuais e Prevenção à Gravidez na Adolescência

Palestra sobre Direitos Sexuais e Prevenção à Gravidez na Adolescência

Na abordagem realizada pela psicóloga, Margareth de Jesus, junto aos jovens apresentou a importância de relação dessas pessoas com seu corpo e forma de levar a vida, ressaltando a necessidade de autoconhecimento, pensar e refletir questões relacionadas à vivência da sexualidade, (re)conhecer o direito ao prazer sexual e a necessidade de refletir sobre a construção dos papéis de homens e mulheres na sociedade, e como esse conhecimento impacta na prevenção da gravidez na adolescência, com apontamento dos principais modos de contracepção.

A programação do módulo contemplou ainda a oficina de fanzine, ministrada pelo professor e artista plástico, Beto Nicácio. Essa ferramenta compõe a metodologia de educomunicação adotada para o PESS, através dela os jovens fixam os conteúdos das formações teóricas e são instrumentalizados com ferramentas de comunicação  acessíveis de e de baixo custo, para que possam se articular dentro de suas comunidades. O resultado dessa oficina foi a criação de 36 fanzines, pensados pelos jovens dos quatro municípios.

Fanzine produzido pelos jovens do programa.

Fanzine produzido pelos jovens do programa.

Participaram dessa etapa 172 pessoas, sendo 107 jovens e 65 adultos, entre lideranças comunitárias e membros da rede de proteção. Esse quantitativo é relevante, pois essas pessoas são multiplicadoras do conhecimento em suas comunidades, levando informação e fortalecendo o enfrentamento à violência de crianças e adolescentes nessas regiões.